Brazil boosts initiatives focused on energy transition in the port sector

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Por Redação PortalPortuario

O Brasil, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, está promovendo diferentes iniciativas voltadas para o avanço da transição energética, da eficiência logística e da adoção de tecnologias limpas no setor portuário.

Entre as medidas adotadas nos complexos marítimos estão a eletrificação dos equipamentos, o fornecimento de energia elétrica em terra para os navios atracados (sistemas conhecidos como Onshore Power Supply ou OPS), o monitoramento das emissões, além dos investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministério concentrou esforços em desenvolver e implementar a Política de Sustentabilidade para o setor de transporte. Lançada em 2025, essa política mobiliza os setores portuário, aeroportuário e fluvial do país para operar sob critérios de sustentabilidade, abrangendo aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG). A iniciativa estabelece parâmetros para a gestão pública e privada e busca integrar eficiência, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura logística do Brasil.

“Mais do que simples pontos de trânsito e comércio, os portos são estruturas estratégicas para impulsionar novas soluções energéticas, apoiar a descarbonização do transporte marítimo e preparar o país para as transformações que estão ocorrendo no cenário internacional. Na Secretaria Nacional de Portos, temos trabalhado para avançar nessa direção por meio do planejamento, da perícia técnica e da coordenação institucional”, destacou o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos, Alex Ávila.

A descarbonização do setor também está alinhada aos objetivos climáticos assumidos pelo Brasil e aos compromissos internacionais de combate às mudanças climáticas, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Desenvolvimentos

No âmbito das iniciativas em andamento, o Porto de Santos implementou o sistema de fornecimento de energia elétrica em terra (OPS) para abastecer os rebocadores atracados. Assim, desde 2024, a energia limpa gerada pela usina hidrelétrica de Itatinga, em Bertioga, reduziu o consumo de diesel e as emissões de CO2.

Em Paranaguá, os investimentos em logística ferroviária e geração de energia solar reforçaram a eficiência operacional e a sustentabilidade. O projeto da represa de Moegão, já em fase final, ampliará a capacidade de transporte ferroviário, enquanto os sistemas fotovoltaicos instalados nos terminais vêm contribuindo para a redução de emissões desde 2023.

O Porto de Suape será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com equipamentos elétricos, automação operacional e infraestrutura digital integrada. A previsão é que o terminal esteja em operação até o fim do ano.

No Ceará, o Complexo Pecém avança na consolidação de um polo de hidrogênio verde, apoiado pela forte geração de energia renovável da região.

O complexo também desenvolve projetos voltados para a produção de amônia verde e para a expansão da infraestrutura portuária, adaptando-se à nova cadeia energética a partir de 2030.

O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, aposta na criação de um corredor verde para o fornecimento de combustíveis de baixo carbono e no desenvolvimento de projetos relacionados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica, que também terão início em 2030.

Agenda sustentável

O Ministério de Portos (MPor) vem fortalecendo a agenda de sustentabilidade do setor portuário por meio de políticas públicas, planejamento estratégico e coordenação com autoridades portuárias, órgãos reguladores e o setor privado. As ações do órgão buscam fomentar a adoção de tecnologias limpas, aumentar a eficiência logística e consolidar os portos brasileiros como referência em competitividade e transição energética.

Entre as iniciativas do Ministério está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), uma ferramenta desenvolvida em parceria com a Infra SA para medir o desempenho ambiental das embarcações. O índice reúne 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões: físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional. O IDA-Navegação também contribui para aumentar a transparência, estimular boas práticas e impulsionar a modernização da frota nacional.

O ministério também coordena o Programa Nacional de Descarbonização Portuária (PND-Portos), um instrumento estratégico para a redução progressiva das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o aumento da eficiência energética e a modernização da infraestrutura logística brasileira.

“O Programa Nacional de Privatização de Portos e o Programa Nacional de Privatização da Navegação são instrumentos que orientarão a transição energética dos setores portuário e fluvial, alinhando o Brasil às melhores práticas mundiais. Estamos criando incentivos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, modernizar a frota com combustíveis sustentáveis e tornar nossos portos mais eficientes”, afirmou o ministro Tomé Franca.